quarta-feira, 27 de julho de 2011

Love it


quinta-feira, 21 de julho de 2011

Sim, mas sem demasiados apegos...


''Nunca esteja tão dentro de alguma coisa que você não possa sentir-se bem estando fora dela.'' 

Sylvio Ferreira

sexta-feira, 15 de julho de 2011

O real, o virtual e a natureza das interacções online.






Desde a década de 90 assiste-se a uma adopção e expansão acelerada da Internet, como meio de comunicação, o qual permite facilidade em comunicar de forma interpessoal e transmitir ou transferir informação, ou seja dá resposta à necessidade de interagir com o próximo, aceder a informações e alargar conhecimentos, características estas que vão de encontro a aspectos importantes da vida em sociedade. Neste âmbito, constata-se, que as práticas comunicativas mediadas pelo computador, são ricas em aspectos subjectivos, como se pode observar nas consequentes transformações que ocorrem nas actividades e práticas das pessoas envolvidas nas mesmas.

No decorrer deste processo, existem mediadores que têm um papel muito importante, assim é importante lembrar que a escrita é uma técnica que teve grande impacto na organização social, na organização do próprio pensamento e inclusive dos sentimentos dos indivíduos. A escrita tem um papel chave ao permitir a expressão da experiência individual, a qual não é nova, mas fica intensificada na comunicação mediada por computador.

O surgimento de uma nova forma de vivenciar as subjectividade inerentes ao individuo, pode ser observada pela interacção da imaginação, na criação de personagens, que se por vezes até se podem tornar modelos para outras pessoas. Desta forma criou-se o hábito de partilhar pensamentos privados, coloca-los à disposição de outros, em contextos públicos, através de diários online, etc. O indivíduo pode expressar-se de formas múltiplas no ciberespaço ou pode criar personagens, tornando-se ele próprio um personagem, inclusive um indivíduo pode apresentar-se online com vários perfis diferentes, como vários indivíduos diferentes.

Um dos aspectos que podem suscitar algum desagrado nos utilizadores, é o sentimento de pouca privacidade, no entanto o público e o privado são fronteiras que ficam cada vez mais diluídas com o uso das interacções online, uma vez que a mesma é feita ora em privado ora em público, consoante aquilo ou a forma como o utilizador pretende partilhar. Embora a Internet seja um espaço público, ele nem sempre é sentido como tal e isso pode ser observado nas vivências mais íntimas, como sejam a recepção de e-mails, as conversas de chat privadas, etc. Essa diluição de barreiras acontece também entre humano e máquina, onde neste caso a máquina é sentida como um veículo de ligação ao destinatário, como uma continuidade do utilizador, tal como o seria noutro meio de comunicação em contexto “real”, como por exemplo a sua fala ou audição.

Outras fronteiras se podem tornar obsoletas, como é também o paradigma do “real” e do virtual, onde surgem muitas vezes dúvidas sobre a sua real existência e a este nível pode-se constatar a transferência de signos em contexto virtual tal como no real, sendo que todos são reais, todos podem interferir na vida das pessoas, todos criam possibilidade de resposta e de regulação social e pessoal.


Os espaços virtuais ampliam e amplificam o intelecto. No entanto, outras linhas defendem que tudo o que não é feito pela consciência não existe no momento e espaço presente, desta forma até os pensamentos não estão presentes, pela ausência de ligação entre estruturas neuronais e consciência.

Um dos factores presente nestas formas de comunicação online é o modelo aberto e multi-direccional, sem fechamento e por vezes imprevisível, o qual traz a excitação da descoberta, da aventura, ao contrário dos modelos de comunicação fechados, algo previsíveis e unidireccionais, como é o caso dos livros, das palestras e outros.

A realidade virtual torna-se muito pertinente, porque reúne a tecnologia, o intangível e o potencial. O grau de virtualidade poderá indicar as possibilidades ou potencialidades existentes naquele momento.

O espaço virtual é um aspecto que muito se vê referido na literatura, no entanto é importante referir que o espaço onde se desenvolvem estas interacções, não é necessariamente um espaço físico, mas sim um espaço conceitual, de acordo com a forma de escrita, o hipertexto, o modelo da rede, etc.

Em resumo, as novas (já não tão novas assim) tecnologias da informação podem potenciar e gerar novos modelos de partilha e aquisição de conhecimento, permitem vivenciar aspectos subjectivos, potenciar a experiência individual, criar experiencias organizadoras do pensamento e dos sentimentos do individuo, dando também resposta às suas necessidades de partilha e socialização.


Fontes:
Sayeg, M. (1998). Interacção no Ciberespaço: Real ou Virtual?. Palestra apresentada integralmente no I PsicoInfo – Seminário Nacional de Psicologia e Informação.

Souza, R. O que é, Realmente, o Virtual?. consultado em
http://www.ccuec.unicamp.br/revista/infotec/artigos/renato.html, em 25 de Maio de 2011.



Cidália Cardeira

sábado, 14 de maio de 2011

Remake Ourselves


"As human beings, our greatness lies not so much in being able to remake the world – that is the myth of the atomic age – as in being able to remake ourselves."


Gandhi

terça-feira, 5 de abril de 2011

Trailer do filme : O ponto de mutação.

A competência do professor.


A competência do professor deve deslocar-se no sentido de incentivar a aprendizagem e o pensamento. O professor torna-se um animador da inteligência coletiva dos grupos que estão ao seu encargo. A sua atividade será centrada no acompanhamento e na gestão das aprendizagens; do incitamento à troca de saberes, à mediação relacional e simbólica, à pilotagem personalizada dos percursos de aprendizagem. A proposta é um aprendizado contínuo (Setton, 2010.)

quinta-feira, 24 de março de 2011

TIC - 1


Características da informação (hoje – séc. XXI)

Enquanto que os séculos XVIII e XIX foram dominados pela revolução industrial, o sécs. XX e XXI têm sido dominados pelos avanços tecnológicos, muito especialmente sob o domínio da informática. As telecomunicações e a computação, os novos Media e as Novas Tecnologias dos dias de hoje, entraram na vida das pessoas alterando significativamente o seu dia-a-dia. Estas mudanças significativas estão ligadas às ferramentas simbólicas que temos hoje. No entanto, é importante lembrar que estas tecnologias intelectuais e culturais vêm na continuidade de outras mais antigas, mas essenciais na forma como revolucionaram a história da humanidade, como a tecnologia da escrita e depois a impressão.
O conhecimento, os novos desafios e as novas tecnologias, estão em evolução constante e influenciam-se mutuamente. A informação, actualmente, faz uso das tecnologias enriquecendo significativamente o modo como as pessoas se relacionam com o conhecimento.
As novas tecnologias da informação permitem a divulgação, partilha, e discussão do saber. Estas tecnologias não são lineares, permitindo fazer consultas consoante o nosso interesse, agrupar a informação, facilitando as aprendizagens e o acesso individual. Neste âmbito podemos seleccionar aquilo que nos é relevante e aceder ao link respectivo, modificando desta forma o modelo antigo de acesso à informação, no qual para encontrar o pretendido era necessário percorrer todo o documento. Outra característica optimal desta nova era da informação é o facto de ela actualmente ser  apresentada na Web em multiformato, i.e., temos acesso a informação em texto, áudio ou vídeo.
A partilha constante que se gera, fomenta a criação de novos mecanismos de fazer chegar a informação aos consumidores do interesse pela mesma e desta forma surge também a opção de recepção de newsletter diária, semanal, mensal ou por publicação, do conteúdo e acções divulgados em sites e blogues. Esta opção é interessante para os leitores porque lhes permite saber quando é publicada alguma nova informação, sem a necessidade de consultar constantemente a pagina Web da fonte.
Todo este novo mundo de acesso e partilha de informação, está mudando enormemente o modus vivendi das pessoas neste século XXI, porque entre outros motivos, amplia a aquisição de conhecimento, o acesso à aprendizagem e aumenta também os recursos na área da educação.

Implicações no conhecimento, na aprendizagem, na educação.

A facilidade com que a informação é partilhada, com recurso às novas tecnologias, faz com que aquilo que está disponível seja colossal. A sociedade no seu geral está confrontada com o problema do excesso de informação, a qual é humanamente impossível de reter na memória.
Para colmatar a sobrecarga cognitiva, a Internet e as novas tecnologias da computação permitem ao utilizador obter a informação necessária, quando necessário, recorrendo a técnicas que maximizam o tratamento das informações recebidas (pastas, arquivos diversos, USB flash drive, etc). Isto também acontece em quem disponibiliza a informação ao criar atalhos, links, compartimentação, palavras chave nas buscas, hipertexto, hipermédia, maior interactividade.
A Web permite criar plataformas de partilha de informações académicas entre professores e alunos, facilitando assim o repositório de material relevante para a disciplina em questão. Também fornece aos alunos e aos docentes ferramentas de organização, partilha e busca da informação.
Outro aspecto interessante na aprendizagem é a criação do e-learning, que permite aos alunos frequentarem os seus cursos de forma não presencial, utilizando a Internet para manterem a ligação com o estabelecimento de ensino e com os docentes e isto pode ser feito pela partilha de ficheiros, pela videoconferência, etc. O e-learning tem essencialmente como metodologia de trabalho a interacção com os pares, professores, autonomia do aluno na gestão da aprendizagem, contratos de aprendizagem.
Estas novas ferramentas podem também ser vantajosas relativamente à motivação e empenho dos alunos, porque quando um professor incentiva os seus alunos a publicar os seus trabalhos na Web, está a contribuir para o aumento do seu investimento e satisfação, gerado pelo facto de outros cibernautas lerem o que eles escreveram; também contribui para o desenvolvimento e preparação desses mesmos cidadãos para a sociedade da informação e do conhecimento.
A partilha de informação facultada através da Internet, implica uma evolução no conhecimento dos indivíduos. De uma forma geral, as pessoas aderiram ao uso dessas novas ferramentas e podemos observa-lo em diversos campos, como é o caso da educação, das plataformas de convívio social, do uso do e-mail.
"O desenvolvimento de cidadãos conscientes, críticos e interventivos passa, entre outros aspectos, pela capacidade de os sujeitos encararem a educação e a aprendizagem como uma riqueza colectiva e não individual. Em termos de práticas educativas apropriadas ao século XXI, esta meta pressupõe a melhoria da qualidade da educação através da diversificação de conteúdos e métodos, promovendo a experimentação, a inovação, a difusão e partilha de informação e de boas práticas (UNESCO: 2003), sustentando-se e fazendo uso das tecnologias da informação e comunicação (TIC)."Margarida Rocha Lucas, 2007

“Boas práticas” ou estratégias facilitadoras da pesquisa e extracção da informação na Web.

As “boas práticas” designam os modos mais eficientes e eficazes de levar a cabo uma tarefa, segundo determinados procedimentos estabelecidos e comprovados ao longo do tempo por um número determinado de pessoas.
A acessibilidade às fontes de informação deste novo século, tornou-se potencializada pela redução das distâncias existentes, em termos de conhecimento e de tecnologia entre os produtores de informação e os seus consumidores. Existem diversos modos de pesquisa, que podem ser feitos com palavras-chave, directórios, opção pesquisa avançada, entre outros, e que podem ser escolhidos pela motivação ou pela necessidade, já os comportamentos de procura, identificados pelas actividades ou pelas acções observadas durante a mesma.
O fácil acesso a conteúdos criados por outros, pode criar problemas de plágio e outras “más práticas”.
Quando se consulta sites e se usa publicamente a informação lá encontrada, deve ser conduta ética, colocar a referência ao mesmo, acautelando deste modo os direitos de autor e o plágio. Embora o acesso seja livre, ditam as normas para o efeito, que se coloque a referência do autor a mais completa possível, o ano, o endereço electrónico e a data de acesso.
Outro factor de risco que se observa nesta nova era da informação partilhada pela internet é o roubo de identidades em perfis de usuários.
Com a facilidade e pouco dispêndio de tempo que este novo modelo de intercâmbio permite, muitas instituições autorizam os utentes a apresentar requisições e outras documentações de forma electrónica, consulta de contas bancárias, etc, no entanto, existem indivíduos mal intencionados que fazem uso de conhecimentos de computação para ter acesso às senhas de acesso dos usuários e este é outro dos riscos da partilha e acesso à informação na internet.
 O nível de exigência das pessoas mudou, porque como têm acesso mais fácil à informação não têm tanta tolerância para fazer pesquisas manuais.
Com toda esta evolução do mundo digital, surgiu uma nova classe de ferramentas cognitivas, que permitem a interpretação e a pesquisa de informação. São ferramentas de construção de significado, que ajudam as pessoas a compreender os conceitos das informações que encontram na Internet.
A internet é, neste contexto, uma ferramenta de melhoria, capaz de suportar ou de contribuir de forma decisiva para uma estratégia de modernização e de uma maior sintonia para com a sociedade.

Cidália Cardeira